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Flávio critica comércio com a China: 'exporta navio de minério de ferro e recebe canoa de laptop'

Na mesma entrevista, o pré-candidato sugeriu, sem apresentar provas, que a retirada de sanções contra ministro Alexandre de Moraes teria sido resultado de uma ''composição'' envolvendo o presidente Lula.
Flávio critica comércio com a China: 'exporta navio de minério de ferro e recebe canoa de laptop'Inteligência Ltda / YouTube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta segunda-feira (6) que o Brasil precisa rever sua política de exploração e comércio de terras raras, com foco na transferência de tecnologia e na geração de empregos no país.

Durante entrevista ao programa "Inteligência Ltda", o parlamentar criticou o modelo atual de exportação de commodities e defendeu maior agregação de valor à produção nacional, especialmente no comércio com a China.

"A gente é o maior exportador de minério de ferro para a China. A gente exporta um navio de minério de ferro e recebe de volta uma canoa de laptop e celular. Por que isso não pode ser fabricado aqui, produzido aqui?", questionou.

Na mesma entrevista, o senador também comentou questões de política externa envolvendo os Estados Unidos. Sem apresentar provas, ele sugeriu que a suspensão de sanções contra Alexandre de Moraes teria sido resultado de uma "composição" entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades americanas:

"O que se diz é que ele [Lula] deu as terras raras para os Estados Unidos e se comprometeu em combater o crime organizado. Não cumpriu nada. A gente que conhece o Lula já sabe que ele ia mentir, não ia cumprir".

''Tirar eles do convívio social''

Ao abordar segurança pública, o senador defendeu o endurecimento de políticas penais, com ampliação do número de vagas no sistema prisional e restrição de benefícios como as "saidinhas".

"Manter esses caras mais tempo presos. [...] Tirar eles do convívio social já vai ser uma sensação imediata de melhoria da segurança pública no nosso país. Se nós construirmos 500 mil vagas nos presídios brasileiros, (...) com R$ 35 bilhões aproximadamente, você consegue construir essas vagas", afirmou.

Ele também citou El Salvador como exemplo no combate ao crime, destacando a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e a redução dos índices de homicídios.