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Rússia ajudou ex-colônias francesas na África a superar 'ocupação neocolonial', diz especialista

Apoio de Moscou fortalece exércitos no Sahel, amplia autonomia militar e marca ruptura com influência ocidental na região.
Rússia ajudou ex-colônias francesas na África a superar 'ocupação neocolonial', diz especialistaX/@DirpaFa

A cooperação militar com a Rússia tem permitido que países africanos fortaleçam suas forças armadas, recuperem territórios estratégicos e intensifiquem operações contra grupos jihadistas, afirmou Abdul Niang, executivo de mídia do país africano, em entrevista à RT.

Segundo o especialista, o apoio de Moscou deu autonomia e capacidade de combate ao Mali, Burkina Faso e Níger sem impor condições políticas, diferentemente de parcerias anteriores com países ocidentais, frequentemente associadas a pressões externas.

"As relações com a Rússia são sinceras e frutíferas. Elas permitiram equipar nossos exércitos com armamentos mais modernos e eficazes, sem estarem acompanhadas de exigências políticas comprometedoras", afirmou Niang.

A região do Sahel enfrenta uma insurgência jihadista desde 2012, com a atuação de grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico*. Após anos de presença militar francesa sem estabilização duradoura, os países romperam o acordo que tinham com Paris e passaram a fortalecer suas relações com Moscou.

De acordo com Niang, a mudança marca o abandono de modelos anteriores, que descreveu como semelhantes a uma "ocupação neocolonial", dando lugar a uma estratégia mais autônoma, incluindo a criação de uma força militar conjunta que conta com cerca de 5 mil militares.

A atuação de Moscou no combate ao terrorismo também se estende além da África, incluindo operações e prevenção contra redes ligadas à Al-Qaeda, tanto no exterior quanto dentro do próprio território russo.

* Declarado um grupo terrorista e proibido na Rússia.