
Presidente de Cuba se reúne com políticos dos EUA; confira assuntos discutidos

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, recebeu os congressistas democratas dos Estados Unidos Pramila Jayapal e Jonathan L. Jackson. No encontro desta segunda-feira (6), o mandatário destacou dois pontos centrais: a denúncia do endurecimento do bloqueio e a disposição para dialogar.
Em publicação em seu perfil oficial no X, o mandatário afirmou ter denunciado os "danos graves" do bloqueio econômico, especialmente as consequências do "cerco energético" imposto pela administração de Donald Trump.
Al recibir a los congresistas estadounidenses @RepJayapal y @rep_jackson denuncié el daño criminal provocado por el #bloqueo, en particular las consecuencias del cerco energético decretado por el actual gobierno de EE.UU y sus amenazas de acciones aun más agresivas. Reiteré la… pic.twitter.com/AI0CFlSM2n
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) April 6, 2026
"Reiterei a disposição do nosso governo de manter um diálogo bilateral sério e responsável, e de encontrar soluções para as diferenças existentes", acrescentou.

Por sua vez, os congressistas exigiram nesta segunda-feira o fim imediato do bloqueio de combustível imposto a Cuba. "O bloqueio ilegal de combustível imposto pelos Estados Unidos a Cuba — situada a apenas 90 milhas (145 km) ao sul dos Estados Unidos — se soma ao embargo mais prolongado da história mundial e está causando um sofrimento incalculável ao povo cubano", afirmaram em declaração conjunta publicada na página oficial de Jayapal.
Na carta, eles advertiram que se trata de "um castigo coletivo cruel" que provocou "danos permanentes".
Ameaça dos EUA a Cuba
- Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar com "diversos países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir o deslocamento na ilha de "capacidades militares e de inteligência sofisticadas" da Rússia e da China.
- Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas a países que vendam petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que descumprirem a ordem executiva da Casa Branca.
- A medida ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Havana, que tem rejeitado sistematicamente essas acusações e afirmado que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "essa nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de um grupo que sequestrou os interesses do povo americano para fins puramente pessoais".
- Em 7 de março, Trump afirmou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba", acrescentando que o país estaria "chegando ao fim do caminho".
- Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que impacta fortemente a economia da ilha, foi recentemente reforçado com novas medidas coercitivas unilaterais por parte da Casa Branca.
