
Trump critica três aliados dos EUA por não ajudarem na guerra contra o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou, nesta segunda-feira, a Coreia do Sul, a Austrália e o Japão por não colaborarem na guerra contra o Irã. "A Coreia do Sul não nos ajudou. A Austrália não nos ajudou. O Japão não nos ajudou", disse.

O mandatário também destacou a presença militar americana na região. "Temos 50.000 soldados no Japão e 45.000 na Coreia do Sul para protegê-los de Kim Jong Un, com quem me dou muito bem", em referência ao líder norte-coreano.
Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump também lembrou que o líder da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) disse "coisas muito amáveis" sobre ele, e que costumava chamar o ex-presidente Joe Biden de "uma pessoa mentalmente retardada".
No mesmo discurso, Trump voltou a questionar a não intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no conflito no Golfo.
Ele classificou a aliança como "um tigre de papel", em referência ao que considera falta de apoio do bloco à ofensiva conduzida pelo Pentágono em conjunto com Israel.
Guerra no Oriente Médio
- Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
