O secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas dos EUA lançarão, nesta segunda-feira (6), a maior ofensiva contra o Irã desde o início do conflito, no dia 28 de fevereiro.
"Isso continua hoje", declarou durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, liderada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.
"Por instrução do presidente, hoje será registrado o maior número de ataques desde o primeiro dia desta operação. E amanhã? Ainda mais do que hoje", declarou Hegseth.
Em seguida, afirmou que há "uma opção" que o Irã deve "escolher com sabedoria, porque este presidente não está para brincadeiras". Na sequência, mencionou altas autoridades iranianas mortas por Washington e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, sequestrado no dia 3 de janeiro.
"Você pode perguntar a [Qasem] Soleimani, pode perguntar a Maduro, pode perguntar a [Ali] Khamenei", disse.
Durante o discurso, o chefe do Pentágono exaltou o potencial militar dos EUA. "As Forças Armadas do Irã, sabemos, estão envergonhadas e humilhadas. E assim deveria ser", afirmou.
- No domingo (5) de abril, Trump enviou uma ameaça ao Irã, advertindo que realizará um ataque devastador caso oEstreito de Ormuz continue bloqueado.
- "Terça-feira (7) será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um, no Irã. Não haverá nada igual! Abram o maldito estreito, malditos loucos, ou viverão no inferno. Vocês vão ver! Alá seja louvado", escreveu em sua rede Truth Social.
- Essa retórica agressiva de Trump veio um dia após seu ultimato de 48 horas à República Islâmica — posteriormente adiado — para chegar a um acordo ou reabrir a importante rota marítima. Nesse contexto, ele também advertiu que, caso não fosse cumprido, "o inferno" se desencadearia sobre o Irã.