
Hegseth: 'As Forças Armadas do Irã estão envergonhadas e humilhadas'

O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (6) que "as Forças Armadas do Irã estão envergonhadas e humilhadas" após as operações militares executadas nas últimas semanas, durante a escalada do conflito com Teerã. Ele também garantiu que os objetivos traçados por Washington foram alcançados com rapidez.
"Hoje, como mencionou o diretor da CIA, o exército iraniano está envergonhado e humilhado, e deveria estar", afirmou Hegseth ao reforçar sua avaliação sobre o impacto das operações.

O secretário acrescentou que "estas são operações rotineiras", embora tenha ressaltado que se trataram de "missões de alto risco e de alta aposta".
Ele também ressaltou que os ataques foram executados "no coração do território inimigo" e não se limitaram a ações periféricas. "Foi bem dentro do país", concluiu.
Hegseth afirmou ainda que a operação "envolveu ataques coordenados para suprimir ameaças, táticas de engano para proteger nossas tropas e plena sincronização entre operações aéreas, terrestres e especiais".
Nessa linha, ele afirmou que "os iranianos ainda estão se perguntando como os americanos fizeram isso", ao destacar o nível de planejamento e execução da operação.
O presidente americano, Donald Trump, detalhou nesta segunda-feira (6) uma operação de resgate "que entrará para a história", ao comentar sobre o caça F-15E que foi derrubado no dia 3 de abril em território iraniano.
Conforme explicou, após a ejeção dos tripulantes, uma complexa missão militar foi mobilizada para recuperá-los, na qual — disse ele — ordenou às Forças Armadas "fazer o que fosse necessário" para trazê-los de volta, em meio a uma operação que envolveu voar em baixa altitude sob fogo inimigo e em uma zona com presença do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.

