O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou nesta segunda-feira (6) que o país avançou para a segunda etapa de seu programa nuclear civil, com o início das operações do Reator Protótipo de Regeneração Rápida (PFBR).
Localizada em Kalpakkam, a unidade de projeto e construção nacional atingiu o estado de criticalidade (quando a reação nuclear se torna autossustentada), ressaltou Modi em seu perfil do X.
"Este reator avançado, capaz de produzir mais combustível do que consome, reflete a profundidade de nossa capacidade científica e a força de nossa engenharia", afirmou. "É um passo decisivo para aproveitarmos nossas vastas reservas de tório na terceira fase do programa".
Ainda na publicação, o primeiro-ministro parabenizou os cientistas e engenheiros responsáveis pelo feito.
Um marco indiano
O projeto de 500 MW é, segundo reportagem do jornal The Indian Express, o primeiro do gênero desenvolvido e construído integralmente no país, fruto de décadas de pesquisa lideradas pelo Centro de Pesquisa Atômica Indira Gandhi (IGCAR) e pela empresa pública BHAVINI. Com esse avanço, o país posicionou-se como a única nação, além da Rússia, a operar comercialmente um reator de regeneração rápida.
Ao converter tório em urânio-233, o sistema visa garantir autonomia tecnológica e reduzir a dependência histórica de urânio importado para a geração de eletricidade.