O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, desculpou-se com a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), nesta segunda-feira (6), por incursões de drones realizadas em janeiro.
Seoul classificou as ações como "comportamento imprudente" após uma investigação confirmar o envolvimento de agentes estatais, informou o Japan Today.
Inicialmente, Seul negou a participação oficial na incursão, sugerindo que civis estariam por trás do episódio. Contudo, Lee confirmou que uma apuração revelou a ação de funcionários do governo sul-coreano.
"Foi confirmado que um agente do Serviço Nacional de Inteligência e um soldado em serviço ativo estiveram envolvidos", declarou o presidente, acrescentando que o governo lamenta as tensões militares desnecessárias causadas por "ações irresponsáveis e imprudentes de alguns indivíduos".
Pyongyang alertou, em fevereiro, que responderia de forma "terrível" caso fossem detectados novos drones cruzando a fronteira, após afirmar ter abatido um aparelho com "equipamentos de vigilância" no início de janeiro. Imagens divulgadas pela mídia estatal mostraram destroços do drone.
Lee, por sua vez, ressaltou que é proibido pela Constituição que cidadãos privados realizem ações que possam "provocar o Norte" e afirmou que medidas desse nível, mesmo sendo consideradas estratégicas, devem ser conduzidas com extrema cautela.
- As declarações acontecem em meio a tentativas do atual governo da Coreia do Sul de melhorar suas relações com o governo de Kim Jong-un, que foram deterioradas durante a gestão de Yoon Suk-yeol, destituído do cargo e condenado à prisão perpétua após declarar lei marcial.