O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que ataques recentes atingiram instalações responsáveis por cerca de 85% das exportações petroquímicas do Irã, citado pela imprensa israelense nesta segunda-feira (06).
Segundo Katz, as Forças de Defesa de Israel (IDF) "acabam de atacar com contundência a maior planta petroquímica do Irã, localizada em Asaluyeh, um alvo-chave responsável por aproximadamente 50% da produção petroquímica do país, após o ataque da semana passada à segunda principal planta".
O ministro declarou que as instalações atingidas "que juntas representam cerca de 85% das exportações petroquímicas do Irã, ficaram fora de serviço e não estão operacionais".
O ministro declarou que isso representa um "duro golpe econômico" e que as forças israelenses receberam ordens para "continuar atacando com toda a sua força a infraestrutura" iraniana.
Enquanto isso, a agência de notícias Tasnim informou que o complexo petroquímico de South Pars não sofreu danos com os ataques, já que os bombardeios tiveram como alvo instalações auxiliares.
O complexo citado fica em Asaluyeh, na província de Bushehr, e integra o campo de South Pars, o maior campo de gás natural do mundo, compartilhado com o Catar.
Entre os alvos estariam as empresas Mobin e Damavand, responsáveis pelo fornecimento de energia, água e oxigênio ao complexo. Já o vice-governador de Bushehr relatou danos em unidades de produção após outro ataque na Zona Econômica Especial de Energia de Pars.
A área concentra operações ligadas à exploração e processamento do campo de gás e é considerada um dos principais polos industriais do país.
Crimes de Washington e Tel Aviv
Israel já havia bombardeado South Pars anteriormente. Na ocasião, Teerã respondeu com ataques contra várias refinarias do país.
Neste dia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, lembrou aos Estados Unidos e a Israel que "as negociações são incompatíveis com ultimatos, crimes e ameaças".
"Hoje completam-se 38 dias da guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista [Israel] contra o povo iraniano, período no qual cometeram crimes que eclipsaram os maiores criminosos da história", afirmou. Washington e Tel Aviv frequentemente atacam alvos civis, incluindo universidades e outros centros educacionais e científicos.
Além disso, pelo menos seis crianças morreram na madrugada desta segunda-feira (6) como resultado dos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra a província de Teerã.
Ao mesmo tempo, vários países expressaram preocupação com a possibilidade de que as ações de Israel e dos Estados Unidos possam provocar uma catástrofe nuclear de grande escala na região, devido aos bombardeios constantes à usina nuclear iraniana de Bushehr.