Suzane von Richthofen afirmou que acredita ter sido perdoada por Deus ao comentar sua vida atual em um documentário produzido pela Netflix, ainda sem data de estreia divulgada.
A informação foi antecipada pelo jornalista Ullisses Campbell, da coluna True Crime, do O Globo, nesta segunda-feira (6).
Na produção, ela revisita sua trajetória, o relacionamento com Daniel Cravinhos, a convivência com os pais e os acontecimentos do dia em que eles foram assassinados.
"Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou", declarou Suzane ao abordar as mudanças em sua vida após a maternidade.
Atualmente com 42 anos, ela cumpre pena de 39 anos em regime aberto.
Ao relembrar o ambiente familiar, descreve uma convivência sem demonstrações de afeto.
"Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com o meu irmão", afirmou.
Segundo Suzane, a relação com o pai era distante.
"Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco", disse.
Agressões e assassinato
Ela também relatou que o relacionamento com Daniel Cravinhos era desaprovado pelos pais e que as discussões chegaram a episódios de agressão.
"Ele (pai) me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou pro lado", declarou.
Sobre a noite do crime, Suzane afirma que não participou diretamente da execução. Segundo seu relato, permaneceu no andar de baixo da casa.
"Eu fiquei no sofá, com a mão no ouvido para não escutar nada", contou. Ainda assim, reconheceu que tinha consciência do que acontecia. "Eu sabia".
Ela também admitiu que poderia ter evitado o desfecho.
"Se eu parasse pra pensar, aquilo não aconteceria. (...) Quando tudo terminou, o impacto veio de forma imediata. Não tinha mais como voltar atrás. O que eu fiz não tem mais volta", afirmou.