UE teme outra crise (e não energética) desencadeada pela guerra no Oriente Médio

A Comissão Europeia pede que os membros do bloco tomem medidas a curto prazo para resistir aos impactos.

A crise energética na União Europeia (UE), intensificada pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã, pode resultar em uma crise fiscal, alertou a Comissão Europeia aos países membros, informou o Financial Times nesta segunda-feira (6).

O órgão pediu "coordenação e cautela" em qualquer medida destinada a mitigar o aumento dos preços da energia. A Comissão ainda insiste que os subsídios energéticos, os abatimentos fiscais e os limites máximos de preços propostos sejam restritos em tempo e alcance.

Em declarações ao jornal, o comissário europeu para a Energia, Dan Jorgensen, destacou que a guerra no Oriente Médio apresenta "um enorme risco de provocar um aumento da inflação, com todos os efeitos negativos que acarreta".

Representantes europeus antecipam a possibilidade que o conflito desencadeie a terceira crise econômica da UE em um período de seis anos, provocadas depois da pandemia de Covid-19 em 2020 e das sanções ao petróleo e gás russos em 2022. Ambas as crises foram contrapostas com programas de subsídios que levaram ao aumento das dívidas nacionais.

"O problema em uma crise como esta é que, às vezes, temos que apoiar e subsidiar coisas que normalmente nem passariam pela nossa cabeça, mas é preciso fazê-lo no curto prazo. Caso contrário, as pessoas vão congelar ou a produção ficará paralisada", alertou Jorgensen.