O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, lembrou aos EUA e a Israel que negociações são "incompatíveis com ultimatos, crimes e ameaças de crimes de guerra".
"Hoje completam-se 38 dias desde a guerra iniciada pelos EUA e pelo regime sionista [Israel] contra o povo iraniano, durante a qual cometeram crimes que ofuscaram os maiores criminosos da história; crimes sem precedentes, mesmo comparados aos de Hitler", afirmou Baghaei nesta segunda-feira (6).
Ele declarou que nos "crimes das últimas 12 horas", seis crianças foram "martirizadas" durante ataques à província de Qom.
"Atacaram a Universidade Sharif com uma bomba antibunker; esta é a quinta universidade atacada este mês", acrescentou o porta-voz.
Baghaei afirmou que os ataques contra centros científicos e de pesquisa, escolas não têm outro motivo senão o ódio dos Estados Unidos e de Israel "contra tudo o que foi e é a base do progresso e desenvolvimento do Irã".
- O Irã alertou em várias ocasiões que os Estados Unidos e Israel devem esperar "novas surpresas" no Oriente Médio e que responderá com ataques "mais intensos e de maior alcance" se continuarem atacando a infraestrutura civil em seu território.
- Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um novo ultimato ao Irã, no qual ele mesmo deu a Teerã uma data para chegar a um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. "Terça-feira, 20:00, horário do Leste!", escreveu ele. Não é a primeira vez que Trump adia as datas de seus ultimatos no que diz respeito ao conflito.
- O Irã, por sua vez, promete que o Estreito de Ormuz nunca mais será o que foi, especialmente para Washington e Tel Aviv. As autoridades do país também afirmaram que estão preparando uma "nova ordem" no Golfo Pérsico.
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- A Reuters informou nesta segunda que o Paquistão havia elaborado um plano para acabar com as hostilidades entre os EUA e o Irã que poderia reabrir o Estreito de Ormuz.
- O Axios disse no domingo (5), citando pessoas familiarizadas com o assunto, que EUA, Irã e um grupo de mediadores regionais estavam discutindo os termos de uma trégua. No entanto, as fontes do portal afirmaram que a reabertura total do Estreito de Ormuz e uma solução para o urânio altamente enriquecido do Irã só poderiam ser o resultado de um acordo final.