Autoridades iranianas afirmaram neste domingo (5) que o país está finalizando um plano estratégico voltado a alterar a dinâmica de poder no golfo Pérsico.
Segundo declarações atribuídas à Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, a proposta prevê uma reconfiguração do controle e do acesso ao estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas marítimas do mundo.
No contexto do anúncio, foi afirmado que o estreito "nunca voltará a ser como antes", com menção direta a impactos para os Estados Unidos e Israel.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
- Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.