
Trump lança ultimato ao Irã: 'Terça-feira, 20h, horário da Costa Leste!'

O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou neste domingo (5) em suas redes sociais a data exata do ultimato que ele próprio deu ao Irã para chegar a um acordo.
"Terça-feira, 20h, horário da Costa Leste!", escreveu em sua rede social Truth Social, sem dar mais detalhes.
Em entrevista ao The Wall Street Journal no mesmo dia, o chefe de Estado americano ameaçou destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã caso Teerã não atenda à sua exigência de reabrir o estreito de Ormuz antes da noite de terça-feira (7).

"Se não cumprirem, se quiserem mantê-lo fechado, vão perder todas as usinas de energia e todas as outras instalações que possuem em todo o país", declarou o presidente.
Trump acrescentou que os EUA estão em uma posição "mais sólida" e o Irã "levará 20 anos para se reconstruir, se tiverem sorte, isto é, se conseguirem reconstruí-lo". "E se não fizerem algo até terça-feira à noite, não terão usinas de energia nem pontes em pé", reiterou.
Ameaças constantes
Em uma mensagem anterior publicada em suas redes sociais, o presidente ameaçou lançar um ataque contra as usinas de energia do Irã. "Na terça-feira será o Dia da Usina de Energia e o Dia da Ponte, tudo em um, no Irã! Não haverá nada igual!!! Abram o maldito estreito, seus malucos, ou viverão no inferno", advertiu.
No sábado (4), ele havia avisado que poderia desencadear "o inferno" sobre o Irã quando, na segunda-feira, expirasse o prazo estabelecido pelos EUA para chegar a um acordo para reabrir a via navegável.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
- Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.

