As forças iranianas lançaram mísseis e drones contra as instalações de gás das empresas americanas ExxonMobil e Chevron em Habshan, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), no domingo (5), como parte de uma nova onda de ataques de retaliação contra os EUA e Israel, segundo informou a agência Tasnim.
Os alvos desse ataque incluíam uma instalação energética na cidade israelense de Haifa, além de refinarias e usinas petroquímicas com vínculos com interesses americanos em vários países do Golfo, incluindo os EAU, Bahrein e Kuwait.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) fez uma advertência, afirmando: "Se os ataques contra alvos civis se repetirem, a segunda fase dessa operação será ainda mais devastadora e generalizada, e suas perdas e danos serão duplicados caso persistam nessa estratégia."
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.