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Trump: 'Estou pensando em explodir tudo e tomar o petróleo' no Irã

O presidente dos EUA fez essas declarações a um jornalista da Fox News.
Trump: 'Estou pensando em explodir tudo e tomar o petróleo' no IrãAir Force / Todd Schannuth

O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou o tom de suas ameaças contra o Irã e afirmou que está considerando "explodir tudo" e tomar posse do petróleo iraniano, em meio ao bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, em consequência da agressão de seu país e de Israel contra a República Islâmica.

Segundo o jornalista da Fox News Trey Yingst, o presidente dos Estados Unidos teria dito a ele que esse cenário ocorrerá caso Teerã não chegue rapidamente a um acordo. "Você verá pontes e usinas de energia desabar por todo o país", continuou Trump, segundo a declaração do repórter.

No entanto, em outra parte da entrevista, o presidente afirmou ao repórter que Washington pode chegar a um acordo com Teerã nesta segunda-feira (5). "Ele disse que acredita que há boas chances de que amanhã haja um acordo", afirmou Yingst.

Ameaças constantes

Em uma mensagem anterior publicada em suas redes sociais, o presidente ameaçou lançar um ataque contra as usinas de energia do Irã. "Na terça-feira será o Dia da Usina de Energia e o Dia da Ponte, tudo em um, no Irã! Não haverá nada igual!!! Abram o maldito estreito, seus malucos, ou viverão no inferno", advertiu.

No sábado (4), ele havia avisado que poderia desencadear "o inferno" sobre o Irã quando, na segunda-feira, expirasse o prazo estabelecido pelos EUA para chegar a um acordo para reabrir a via navegável.

Fechado para navios inimigos

  • Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
  • O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
  • Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.