O presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu que seu governo forneceu armas aos manifestantes iranianos que se opuseram ao governo de Teerã no início do ano 2026, informou a Fox News. Segundo a reportagem, o envio foi feito por meio de intermediários curdos.
"Ele [Trump] me disse que enviamos muitas armas para eles. Enviamos para os curdos, e o presidente diz que acha que os curdos ficaram com elas. Depois, acrescentou que enviamos armas para os manifestantes, muitas armas", disse o apresentador da Fox News.
No início de janeiro, houve uma escalada entre Washington e Teerã após a ameaça de intervenção militar feita por Donald Trump, em um contexto de protestos internos no Irã motivados por uma profunda crise econômica e pela desvalorização da moeda nacional.
Embora as manifestações tenham finalmente cessado, os EUA mantiveram a pressão, redirecionando seu argumento para os programas nuclear e de mísseis da República Islâmica, e finalmente entrando em conflito armado em 28 de janeiro.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.