O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou uma ameaça contundente ao Irã, alertando que lançará um ataque devastador caso o Estreito de Ormuz continue bloqueado.
"Na terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual! Abram a porra do estreito, seus bastardos malucos, ou irão para o Inferno. APENAS OBSERVEM! Louvado seja Alá. Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu o chefe da Casa Branca no Truth Social.
A mensagem vem um dia depois que Trump deu um ultimato de 48 horas ao Irã para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, alertando que, caso não fosse cumprido, "o inferno" cairia sobre o Irã.
Na quinta-feira (2), Donald Trump prometeu atacar e destruir pontes e usinas elétricas iranianas. "[O Exército dos EUA] nem sequer começou a destruir o que resta do Irã. As pontes serão o próximo alvo, e depois as usinas elétricas", afirmou o presidente.
No entanto, em 26 de março, Trump afirmou que deixaria de atacar as usinas de energia do Irã por 10 dias: "Adio o prazo para a destruição das usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h, horário da costa leste", disse na ocasião.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
- Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.