O presidente dos EUA, Donald Trump, dirigiu nesta sexta-feira (3) uma ameaça ao Irã caso o país não libere totalmente o tráfego pelo estreito de Ormuz.
"Na terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual! Abram a porra do estreito, seus bastardos malucos, ou irão para o Inferno. APENAS OBSERVEM! Louvado seja Alá. Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu o chefe da Casa Branca no Truth Social.
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Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou os ataques norte-americanos contra infraestruturas civis em seu país e afirmou que eles não conseguirão subjugar o povo iraniano.
Segundo o chanceler, esses ataques "apenas refletem a derrota e o colapso moral de um inimigo mergulhado no caos". Araghchi também afirmou que "cada ponte e edifício será reconstruído mais forte" e que a verdadeira perda será para Washington.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
- Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.