Desde o início da Operação Fúria Épica dos EUA contra o Irã, a Força Aérea dos Estados Unidos sofreu perdas significativas. Várias de suas aeronaves emblemáticas e estratégicas foram danificadas ou destruídas, tanto pelas defesas iranianas quanto por acidentes.
A seguir, listamos as perdas de aeronaves dos norte-americano durante a ofensiva contra a República Islâmica:
Aeronaves emblemáticas
Quatro F-15E Strike Eagle, um dos caças mais emblemáticos das forças norte-americanas, foram destruídos desde o início do conflito. No início de março, três deles foram abatidos por fogo amigo das defesas aéreas do Kuwait. Na sexta-feira (2), outra unidade foi interceptada em território iraniano; os pilotos conseguiram ser resgatados. Cada uma dessas aeronaves está avaliada em pelo menos US$ 100 milhões.
Um A-10 Warthog que sobrevoava na sexta-feira (2) as águas do sul do Irã, perto do estreito de Ormuz, também foi abatido pelas defesas iranianas. Ele fazia parte da missão de busca e apoio para resgatar o copiloto do F-15E. Seu custo estimado por unidade é de US$ 18,8 milhões.
Um caça F-35 Lightning II foi atingido em 19 de março por sistemas de defesa iranianos, apesar de sua tecnologia furtiva de quinta geração. Cada um deles custa US$ 110 milhões.
Aeronaves estratégicas de apoio
Em meados de março, seis tripulantes de um avião-tanque KC-135 Stratotanker da Força Aérea morreram quando a aeronave caiu no Iraque após colidir em pleno voo com outro KC-135, que ficou danificado. Outras cinco unidades sofreram danos e uma ficou completamente destruída durante os ataques com mísseis iranianos contra a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita. Vale ressaltar que a produção desse modelo foi encerrada em 1960.
Um avião de alerta antecipado E-3 Sentry (AWACS) foi abatido após os ataques das forças iranianas à base aérea Prince Sultan, o mesmo bombardeio em que também foram atacadas as aeronaves-tanque. A aeronave, avaliada em US$ 700 milhões, teria sido inutilizada por um drone de US$ 30 mil.
Um helicóptero UH-60 Black Hawk foi danificado durante um ataque de milícias pró-iranianas contra a base americana de Camp Victory, no Iraque. Outras duas aeronaves semelhantes também foram danificadas enquanto procuravam o F-15 abatido em território iraniano.
Além disso, desde o início da agressão, mais de uma dúzia de drones MQ-9 Reaper foram perdidos. Os aparelhos, que custam pelo menos US$ 16 milhões cada, não são mais fabricados pela General Atomics.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.