
Mídia iraniana afirma que EUA atacam áreas para atingir piloto norte-americano desaparecido

Os Estados Unidos teriam realizado bombardeios em áreas do Irã onde acreditavam que um piloto desaparecido poderia estar, após perder a esperança de resgatá-lo, segundo informou neste sábado (4) a agência iraniana Tasnim.
De acordo com uma fonte militar citada pelo veículo, as ações ocorreram após a queda de um caça norte-americano abatido pelas Forças Armadas iranianas.
"Os americanos, após terem perdido toda a esperança de resgatar o piloto da aeronave de combate abatida pelas Forças Armadas iranianas há 2 dias, pretendem bombardeá-lo e matá-lo nos locais onde se acredita que ele esteja", afirmou a fonte.

O mesmo interlocutor não confirmou se o segundo tripulante da aeronave está sob custódia iraniana. "Por enquanto não vamos dizer nada a esse respeito, mas o que se pode afirmar é que os americanos não estão dizendo toda a verdade nem mesmo sobre o primeiro piloto, que disseram ter resgatado", declarou.
Ainda segundo a fonte, o caso pode se tornar um novo episódio de controvérsia envolvendo autoridades norte-americanas, diante das informações divergentes sobre o destino dos tripulantes da aeronave.
Resultados da ofensiva do Irã
Confira a lista completa dos alvos atingidos pelo Irã em um único dia, em 3 de abril, de acordo com a imprensa local, americana e com um comunicado da Guarda Revolucionária Iraniana:
- Um caça F-15E dos EUA
- Um avião de combate A10 Warthog dos EUA
- 2 helicópteros UH-60 dos EUA
- Um caça inimigo (um F-16 ou F-35, sendo o F-16 "a hipótese mais provável", segundo a Tasnim)
- 2 mísseis de cruzeiro
- 2 drones MQ-9 dos EUA
- Um drone Hermes de Israel
A Guarda Revolucionária informou que utilizou um novo e avançado sistema de defesa antiaérea para interceptar com sucesso os alvos inimigos.
O órgão também alertou que as capacidades antiaéreas do Irã estão se tornando cada vez mais formidáveis, enquanto o país continua enfrentando a guerra desencadeada pelos EUA e por Israel.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
