Chefe da Rosatom alerta para 'catástrofe' e consequências após ataque contra usina nuclear iraniana

"Ações militares ao redor de uma instalação nuclear sempre acarretam em riscos enormes", afirmou Alexey Likhachev.

Ataques ao redor de uma instalação nuclear em funcionamento representam um grande perigo regional, alertou neste sábado (4) Alexey Likhachev, diretor da corporação de energia atômica russa Rosatom ao comentar o recente ataque contra a usina nuclear iraniana de Bushehr, segundo reporta a mídia russa.

"Ações militares em torno de uma instalação nuclear sempre acarretam em riscos colossais", indicou Likhachev, destacando que essas ações poderiam desencadear "uma catástrofe em escala regional com todas as consequências de longo prazo que isso implica".

"A comunidade internacional, é claro, reagiu com preocupação ao que aconteceu", afirmou Likhachev, indicando que o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) também se pronunciou sobre a situação. "Inúmeros contatos com nossos parceiros, ligações telefônicas e e-mails indicam uma preocupação crescente. Todos estão muito alarmados com a tendência de escalada do conflito", afirmou.

Likhachev acrescentou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, está acompanhando a situação sobre a usina nuclear de Bushehr: "É claro que ele acompanha de perto o conflito, mas também presta atenção especial ao trabalho da usina de Bushehr, e em especial às equipes russas" que trabalham em cooperação em parceria com o Irã, afirmou, indicando que o mandatário do Kremlin recebe atualizações constantes a esse respeito.

Novo ataque à usina nuclear

A mídia iraniana informou que a usina nuclear de Bushehr sofreu um novo ataque na manhã deste sábado (4) após um bombardeio conjunto dos Estados Unidos e de Israel.

Um projétil caiu perto do perímetro da instalação, causando a morte de um segurança. Além disso, um dos edifícios auxiliares da usina foi danificado pela onda de choque e pelos estilhaços do impacto.

Apesar dos danos relatados, as avaliações preliminares indicam que as principais seções da usina não foram afetadas e que as operações continuam sem interrupção. Trata-se do quarto ataque à instalação desde o início da agressão dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

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