Um drone colidiu com o navio MSC Ishika, ligado a Israel, no estreito de Ormuz, provocando um incêndio a bordo, informou no sábado (4) o Comando Naval da Guarda Revolucionária do Irã.
Desde o início da agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã tem atacado petroleiros e outros tipos de embarcações que tentavam atravessar o estreito de Ormuz, bloqueado quase que totalmente pela República Islâmica em consequência das hostilidades. No início de março, foram relatados mais de 10 ataques e, dias depois, a Guarda Revolucionária reiterou que os navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar o estreito.
« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »
Atualmente, o tráfego de navios pela passagem caiu 95% desde o início da guerra. O bloqueio provocou uma crise que está afetando cada vez mais as principais vias logísticas do mundo.
Fechado para navios inimigos
Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.