Irã emite dura advertência após ataque de EUA e Israel à usina nuclear de Bushehr

"A chuva radioativa acabará com a vida nas capitais do Conselho de Cooperação do Golfo, não em Teerã", afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fez uma severa advertência neste sábado (4) após um novo ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra a usina nuclear iraniana de Bushehr, que deixou um morto.

"A chuva radioativa acabará com a vida nas capitais do Conselho de Cooperação do Golfo, não em Teerã", alertou Araghchi, acrescentando que os ataques dos Estados Unidos contra suas "usinas petroquímicas também têm alvos concretos".

Nesse contexto, ele afirmou que, em conjunto, Israel e os EUA bombardearam a usina de Bushehr em pelo menos quatro ocasiões.

Vale ressaltar que os países membros do Conselho de Cooperação do Golfo são Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, países que abrigam instalações americanas e sofreram ataques de retaliação desde o início da ofensiva americano-israelense contra o Irã.

Novo ataque à usina nuclear

A mídia iraniana informou que a usina nuclear de Bushehr sofreu um novo ataque na manhã deste sábado (4), após um bombardeio conjunto dos Estados Unidos e de Israel.

Um projétil atingiu perto do perímetro da instalação, causando a morte de um segurança. Além disso, um dos edifícios auxiliares da usina foi danificado pela onda de choque e pelos estilhaços do impacto.

Apesar dos danos relatados, as avaliações preliminares indicam que as seções principais da usina não foram afetadas e que as operações continuam sem interrupção. Trata-se do quarto ataque à instalação desde o início da agressão dos EUA e de Israel ao Irã.

Reação da AIEA

Por sua vez, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) expressou ainda neste sábado sua "profunda preocupação" com o incidente.

Por meio de um comunicado divulgado em suas redes sociais, a AIEA informou que o governo iraniano havia notificado a agência sobre o recente incidente e que o chefe da agência, Rafael Grossi, estava ciente da situação.

"Grossi expressou sua profunda preocupação com o incidente relatado e afirmou que usinas nucleares ou áreas adjacentes nunca devem ser atacadas, ressaltando que os edifícios auxiliares das instalações podem conter equipamentos de segurança vitais", indica o comunicado.

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