A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) expressou neste sábado (4) "profunda preocupação" diante de um novo ataque contra a usina nuclear iraniana de Bushehr, que deixou um morto.
Por meio de um comunicado divulgado em redes sociais, a AIEA informou que o governo iraniano havia notificado a agência sobre o recente incidente e que o chefe da agência, Rafael Grossi, estava a par da situação.
"Grossi expressou profunda preocupação com o incidente relatado e afirmou que usinas nucleares ou áreas adjacentes nunca devem ser atacadas, ressaltando que os edifícios auxiliares das instalações podem conter equipamentos de segurança vitais", indica o comunicado. Além disso, Grossi reiterou seu apelo à "máxima moderação militar para evitar o risco de um acidente nuclear".
Novo ataque à usina nuclear
A mídia iraniana informou que a usina nuclear de Bushehr sofreu um novo ataque na manhã deste sábado (4), após um bombardeio conjunto dos Estados Unidos e de Israel.
Um projétil caiu perto do perímetro da instalação, causando a morte de um guarda de segurança. Além disso, um dos edifícios auxiliares da usina foi danificado pela onda de choque e pelos estilhaços do impacto.
Apesar dos danos relatados, as avaliações preliminares indicam que as principais seções da usina não foram afetadas e que as operações continuam sem interrupção. Trata-se do quarto ataque à instalação desde o início da agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás