A usina nuclear iraniana de Bushehr sofreu um novo ataque na manhã deste sábado (4), após um bombardeio conjunto dos Estados Unidos e de Israel, informa a agência Tasnim.
Um projétil atingiu a área próxima ao perímetro da instalação, causando a morte de um segurança. Além disso, um dos edifícios auxiliares da usina foi danificado pela onda de choque e pelos estilhaços do impacto.
Apesar dos danos relatados, as avaliações preliminares indicam que as seções principais da usina não foram afetadas e que as operações continuam sem interrupção.
Trata-se do quarto ataque à usina nuclear desde o início da agressão dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica.
"Empenhados em provocar uma catástrofe nuclear em grande escala"
No final de março, a Rússia, cuja empresa de energia Rosatom é a principal contratada da usina, havia condenado um ataque semelhante.
"Parece que os agressores estão deliberadamente empenhados em provocar uma catástrofe nuclear em grande escala na região, com o objetivo de ocultar e justificar seus atos criminosos, que já causaram inúmeras vítimas inocentes entre a população civil iraniana", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás