
Tucker Carlson afirma que guerra no Irã representa o 'fim do império americano'

O jornalista norte-americano Tucker Carlson alertou que o conflito no Oriente Médio marcou o início do fim do poderio dos Estados Unidos, devido à incapacidade de Washington de garantir a segurança no estreito de Ormuz, afirmou em um episódio de seu podcast publicado na quinta-feira (2).
Carlson afirma que, durante décadas, desde a Segunda Guerra Mundial, acreditava-se que os EUA seriam uma nação capaz de manter a ordem mundial. "O poder é a capacidade de restaurar a ordem", afirmou, acrescentando que "o país que impõe a ordem no Golfo Pérsico, que controla o estreito de Ormuz, é a nação que governa o mundo".
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No entanto, ele observou que a crise do estreito de Ormuz demonstrou que os EUA já não são os garantidores da ordem mundial, uma vez que não conseguem reabrir a passagem. Carlson também lembrou as recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou, sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, "que outros deveriam fazê-lo".
Segundo o jornalista, nem mesmo uma vitória militar total sobre a República Islâmica resolveria o problema. "Apague o Irã do mapa ou destrua qualquer autoridade de controle dentro do Irã, e o Irã entrará em colapso. Isso abre o estreito? Claro que não!", explicou. "É extremamente fácil impedir o livre comércio nessa região. […] Não há solução militar", sentenciou.
"O que está acontecendo no Irã é o fim do império americano tal como o conhecemos. E é triste. O império está morrendo. Mas não é o fim dos Estados Unidos", afirmou Carlson. Na opinião do jornalista, essa transição trará "muita tristeza e sofrimento", mas também a oportunidade de os EUA se concentrarem no hemisfério ocidental, "sem a necessidade de ocupar países nos quais nunca estiveram".
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.

