Qualquer agressão por parte de Israel contra as embaixadas ou centros diplomáticos iranianos provocará um ataque de retaliação imediato, advertiu neste sábado (4) o Quartel-General Central Khatam al Anbiya, a entidade central na cadeia de comando das Forças Armadas do Irã.
"Após a advertência anterior, reiteramos ao regime sionista, enfraquecido e em decadência, que, em caso de agressão ou ataque contra qualquer uma das embaixadas e centros diplomáticos da República Islâmica do Irã, todas as embaixadas […] desse regime na região serão alvo legítimo das poderosas Forças Armadas do Irã e serão atacadas”, diz o comunicado.
"Não se esqueçam de que agimos com rapidez e determinação, de acordo com o que dizemos", concluiu o órgão.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás