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Líderes europeus pedem a Trump para que pare de 'falar mal' da OTAN

Um dos críticos mais ferrenhos tem sido o presidente da França, Emmanuel Macron, que disse que o chefe da Casa Branca deveria a falar menos.
Líderes europeus pedem a Trump para que pare de 'falar mal' da OTANAP / Alex Brandon

Vários líderes de países membros da União Europeia (UE) pediram para que o presidente dos EUA, Donald Trump, pare de "falar mal" da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), segundo informou o Euroactiv na quinta-feira (2).

Desta forma, líderes europeus aconselharam o líder americano a falar menos, parar de provocar, ser mais sério e coerente, ou deixar de se contradizer constantemente em seus discursos relativos à Aliança Atlântica.

Esta é uma reação às várias mensagens que o presidente dos Estados Unidos frequentemente divulga nas redes sociais criticando fortemente a OTAN e minando a confiança na organização.

Um dos críticos mais veementes nos últimos dias tem sido o presidente da França, Emmanuel Macron, que, na quinta-feira, afirmou que "organizações e alianças como a OTAN se definem pelo que não é dito - pela confiança que as sustenta" e que colocar em dúvida a capacidade da aliança "a despoja de sua essência".

"Temos que ser sérios. Quando queremos ser sérios, não dizemos todos os dias o contrário do que dissemos no dia anterior. E talvez não devêssemos falar todos os dias", acrescentou, numa crítica claramente dirigida a Trump.

As críticas de Macron e de outros líderes de países membros da OTAN vêm após o presidente dos Estados Unidos ter, por diversas vezes, manifestado sua decepção com a atitude adotada por seus aliados no contexto da guerra no Irã.

Trump considera que o apoio tem sido insuficiente, pois muitos deles negaram até mesmo o uso de bases para apoiar suas ações militares e também ignoraram seus pedidos de ajuda para reabrir o estreito de Ormuz, fechado de facto ao tráfego marítimo pelo Irã em resposta à agressão.

A frustração de Trump chegou ao ponto de afirmar que está considerando a opção de retirar os EUA da OTAN, uma situação sem precedentes e que deveria ser realizada com a aprovação do Senado ou do Congresso.

A dúvida agora é se essas ameaças são meras declarações retóricas de Trump, como já aconteceu em outras ocasiões em que fez ameaças que depois não cumpriu, ou se, desta vez, o chefe de Estado norte-americano realmente pensa em colocá-las em prática, diz a publicação.