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Irã poderia manter estreito de Ormuz fechado por anos, afirma oficial iraniano

Fonte afirma que os EUA utilizam a passagem para abastecer suas bases guarnições na região, e que bloqueio serve para interromper a logística militar dos americanos.
Irã poderia manter estreito de Ormuz fechado por anos, afirma oficial iranianoGettyimages.ru

O fechamento quase total do estreito de Ormuz pelo Irã poderia continuar por anos, informou a PressTV na sexta-feira (3), citando um oficial de segurança iraniano sob condição de anonimato.

"O Irã tem capacidade para manter essa situação por anos", afirmou o oficial.

Segundo ele, Teerã acredita que, se tivesse começado a controlar o estreito mais cedo, as capacidades logísticas dos EUA teriam sido significativamente reduzidas. "A maior parte do equipamento utilizado para abastecer as bases e guarnições militares americanas na região foi fornecida por via marítima", explicou.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

"Por esse motivo, o Irã não permitirá mais que esse tipo de operação logística seja realizada", afirmou.

Fechado para navios inimigos

  • Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
  • O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
  • Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.