O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta sexta-feira (3) a derrubada de um caça F-15 americano pelo Irã e classificou o episódio dentro de um cenário mais amplo de confronto.
Em entrevista telefônica à NBC News, Trump não apresentou detalhes sobre a operação de resgate do único piloto que estava a bordo da aeronave. O presidente também afirmou que o incidente não deve alterar o curso das negociações com Teerã.
Consultado sobre possíveis impactos nas conversas, respondeu: "Não, de forma alguma. Não, é guerra. Estamos em guerra".
Trump também demonstrou insatisfação com a cobertura do caso pela imprensa, ao afirmar que se trata de uma operação militar "intensa e sensível".
Dois caças dos EUA são derrubados no mesmo dia no golfo Pérsico
O Irã confirmou a derrubada de um segundo avião de combate dos Estados Unidos na região do golfo Pérsico, segundo informações divulgadas por autoridades locais nesta sexta-feira (3).
De acordo com o relato, trata-se de um caça A-10 Warthog que operava nas proximidades do estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de energia.
O anúncio ocorre após registros de outro incidente envolvendo um caça F-15E, também reportado no mesmo dia. As autoridades iranianas indicam que os episódios aconteceram em um intervalo próximo, ampliando a atenção sobre a movimentação militar na região.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.