O Irã confirmou a derrubada de um segundo avião de combate dos Estados Unidos na região do golfo Pérsico, segundo informações divulgadas por autoridades locais nesta sexta-feira (3).
De acordo com o relato, trata-se de um caça A-10 Warthog que operava nas proximidades do estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de energia.
O anúncio ocorre após registros de outro incidente envolvendo um caça F-15E, também reportado no mesmo dia. As autoridades iranianas indicam que os episódios aconteceram em um intervalo próximo, ampliando a atenção sobre a movimentação militar na região.
Abate de um "caça americano avançado"
A agência de notícias Tasnim noticiou o abate de um caça americano no centro de Teerã. O jornalista e especialista militar Mohammad Taheri sugeriu que, com base nas marcas visíveis na cauda da aeronave, ela pertencia a unidades do Comando Europeu do Exército dos EUA.
Taheri também informou que o caça foi transferido da Base Aérea de Lakenheath, no Reino Unido, para a área de operações do Comando Central dos EUA (CENTCOM) no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária iraniana divulgou imagens do que aparenta ser um assento ejetor do caça.
De acordo com a Tasnim, após a Guarda abater o "caça americano avançado", seu piloto ejetou e pousou em território iraniano.
Diante da possibilidade de o piloto ainda estar vivo, os EUA lançaram uma operação de resgate, mas sem sucesso. Algumas fontes indicam que a operação envolveu helicópteros Black Hawk e uma aeronave Hercules 130.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.