Cientistas chineses desenvolveram plantas geneticamente modificadas capazes de emitir luz no escuro, informou a imprensa nacional no final do março.
A tecnologia utiliza edição genética para inserir em células vegetais genes de organismos bioluminescentes, como vagalumes e fungos. As espécies foram apresentadas durante um fórum em Zhongguancun, em Pequim, e devem ser instaladas entre julho e agosto em oito parques do distrito de Haidian, na capital.
A empresa responsável pelo projeto iniciou as pesquisas em 2023 e desenvolveu variedades com emissão estável e visível de luz. Segundo os responsáveis, mais de 20 espécies já são capazes de reproduzir o efeito, incluindo girassóis, crisântemos e outras plantas ornamentais.
Os testes devem ocupar cerca de 7 mil metros quadrados em estufas nos parques. O projeto inclui exposições, áreas temáticas e iniciativas voltadas ao turismo e educação científica, com visitação aberta ao público.
Segundo Li Renhan, fundador da empresa Magicpen Bio, o potencial da tecnologia de bioluminescência não é somente estético, considerando que as plantas geneticamente modificadas poderiam fornecer iluminação para parques e espaços públicos sem eletricidade.
"Essas plantas não precisam de eletricidade. Elas só precisam de água e fertilizante. Economizam energia, reduzem as emissões e podem iluminar as cidades à noite", afirmou Li, enfatizando o impacto da tecnologia de baixo carbono.