'O dia em que a promessa se cumpriu': entenda a importância da Sexta-Feira Santa
A Sexta-Feira Santa, também chamada de Sexta-Feira da Paixão, é celebrada pelos cristãos em todo o mundo e marca a crucificação de Jesus Cristo.
É um dia de reflexão, fé e tradições que atravessam milênios, lembrando o sacrifício de Cristo pela humanidade.
A data antecede em dois dias o Domingo de Páscoa, quando ocorre a Ressurreição, que confirma a divindade de Cristo, simboliza a vitória sobre o pecado e a morte, e reafirma a promessa de salvação para todos que creem em Deus.
"Pois o que primeiramente transmiti a vocês foi o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras" – 1 Coríntios 15:3-4, marco central da fé cristã celebrado na Páscoa.
Por que não há missa na Sexta-Feira Santa?
A Sexta-Feira Santa é o único dia do calendário litúrgico em que a Igreja Católica não celebra a missa.
Diferentemente dos demais dias, ela é dedicada à recordação da crucificação e da morte de Jesus Cristo, marcada por silêncio, respeito e reflexão profunda dos fiéis.
"É o silêncio da criação diante da morte do seu Senhor. É um silêncio litúrgico, espiritual e também existencial. A Igreja se une à dor de Cristo e convida os fiéis à contemplação desse mistério", disse o padre Jorge Américo, em entrevista ao g1.
Tradições e cerimônias
Mesmo sem missa, as igrejas católicas realizam celebrações especiais na Sexta-Feira Santa, geralmente por volta das 15 horas, horário lembrado como o momento em que Jesus Cristo entregou seu espírito a Deus.
A principal celebração é a Liturgia da Paixão do Senhor, estruturada em três momentos.
- Liturgia da Palavra – leitura da Paixão de Cristo, geralmente segundo o Evangelho de João, seguida de orações pelos fiéis e pelo mundo.
- Adoração da Cruz – os fiéis se aproximam do símbolo central da fé cristã, em um ato de reverência e gratidão pelo sacrifício de Jesus.
- Comunhão Eucarística – realizada com as hóstias consagradas na missa da Quinta-Feira Santa, reforçando a continuidade espiritual entre os dois dias.
A data também é marcada pela prática de jejum e abstinência, especialmente de carne vermelha, como forma de penitência e reflexão entre os fiéis.
O significado da Sexta-Feira Santa atravessa gerações e permanece vivo entre os cristãos.
"Ele foi ferido por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados" — Isaías 53:5, trecho frequentemente associado ao sacrifício de Jesus Cristo.

