As forças de defesa iranianas são capazes de sustentar operações prolongadas, apesar de semanas de ataques, segundo análise da Fox News. Embora a intensidade ofensiva tenha caído, o país mantém recursos para seguir atuando.
A estratégia se reflete após semanas de ataques dos EUA e de Israel, que bombardearam mais de 9 mil alvos — como bases de mísseis, defesas aéreas e centros de comando — segundo dados de março de 2026.
No entanto, analistas apontam que enfraquecer o Irã é mais complexo do que se supunha.
"O volume de ataques com mísseis e drones iranianos caiu cerca de 90% desde o início da guerra, mas se estabilizou há semanas", disse Nicholas Carl, do American Enterprise Institute. Para ele, isso indica que o Irã mantém capacidades operacionais relevantes.
Carl acrescenta que a redução não representa perda total de poder: cerca de um terço do arsenal de mísseis segue ativo.
O arsenal de mísseis iraniano continua ativo
O especialista Danny Citrinowicz concorda que a capacidade ofensiva persiste: "Eles sofreram golpes, mas ainda podem lançar mísseis nas próximas semanas".
Ele também destacou a diferença entre a Guarda Revolucionária — com mais recursos e melhores equipamentos — e o Exército regular, além do alcance de mais de 2 mil km dos mísseis iranianos.
A análise conclui que a estrutura militar iraniana foi projetada para resistir a conflitos prolongados, com base em redundância, assimetria e foco na sobrevivência do regime.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.