Maior companhia aérea da Europa poderá suspender até 10% dos voos por falta de combustível

Caso alguém tenha seu voo cancelado, a culpa deve ser do presidente norte-americano Donald Trump, e não da companhia aérea, afirmou o CEO da empresa.

A Ryanair poderá cancelar até 10% dos seus voos se o conflito com o Irã continuar a afetar os preços dos combustíveis, disse o CEO da empresa Michael O'Leary à ITV News na quinta-feira (2), citado pelo Mirror. 

"Estamos enfrentando um cenário incerto. E certamente estamos considerando a possibilidade de termos que cancelar de 5% a 10% dos voos em maio, junho e julho", disse ele. 

Caso alguém tenha seu voo cancelado, a culpa deve ser do presidente norte-americano Donald Trump, e não da companhia aérea, afirmou O'Leary. 

Ele explicou que a incerteza no mercado de energia, exacerbada pelas tensões no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, está impactando diretamente o setor aéreo.

"Não esperamos nenhuma interrupção até o início de maio, mas se a guerra continuar, corremos o risco de interrupções no fornecimento na Europa em maio e junho, e esperamos que a guerra termine antes disso e que o risco de interrupção no fornecimento seja eliminado", disse ele à Sky News.

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