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'Cumprimos nossa promessa': Irã reivindica ataque a instalações da Amazon

Anteriormente, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou destruir empresas americanas no Oriente Médio para cada assassinato de cidadãos iranianos que ocorresse.
'Cumprimos nossa promessa': Irã reivindica ataque a instalações da AmazonIRGC

A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou o ataque a um data center da Amazon no Bahrein, nesta quinta-feira (2). 

"Cumprimos nossa promessa e, em resposta aos assassinatos de ontem, daremos continuidade à onda de 90 operações previstas na Promessa 4", diz o comunicado da Guarda. 

Na terça-feira (31), as forças armadas iranianas alertaram que começariam a destruir instalações pertencentes a grandes empresas americanas no Oriente Médio a cada assassinato de cidadãos iranianos.

"Se os avisos forem ignorados e os assassinatos continuarem, puniremos com ainda mais severidade as próximas empresas que já anunciamos", diz a declaração.

"A responsabilidade pela destruição total dessas empresas na região recai sobre o próprio presidente dos Estados Unidos", acrescenta.

Na ocasião, a Guarda Revolucionária acusou empresas americanas de inteligência artificial e TI de serem "elemento principal no planejamento e rastreamento dos alvos dos assassinatos" de iranianos.

O ataque à Amazon

O Financial Times, citando fontes, noticiou na quarta-feira (1º) que o prédio da multinacional foi danificado em um ataque iraniano no Bahrein.

O Ministério do Interior do país declarou que equipes da defesa civil combateram um incêndio nas instalações de uma empresa, sem fornecer detalhes sobre vítimas ou danos.

Guerra no Oriente Médio

  • Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.

  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.

  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.