
Lula critica 'guerra de Trump' e diz que governo vai agir para conter impacto nos combustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (2), durante a inauguração do VLT de Salvador, que o governo deve adotar medidas para conter os efeitos da alta dos combustíveis no Brasil.
Ao comentar o impacto do conflito no Oriente Médio, Lula criticou a atuação dos Estados Unidos e associou a alta dos preços aos ataques contra o Irã. "Ninguém pediu para o Trump fazer guerra", afirmou.

Segundo o presidente, o aumento dos combustíveis pode pressionar o custo de itens básicos, como alimentos. Ele citou possíveis reflexos nos preços do diesel, da gasolina e de produtos como feijão, pão e óleo.
Lula disse que o governo avalia medidas para reduzir os impactos, incluindo isenção de impostos e concessão de subsídios. "Não vamos deixar que a guerra do Trump cause prejuízo ao povo brasileiro", declarou.
O presidente também mencionou a possibilidade de retomar o controle de ativos no setor de óleo e gás, ao defender maior presença e atuação estatal na área de distribuição.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
