O conflito no Oriente Médio que os EUA e Israel iniciaram contra o Irã continuará até a rendição dos agressores, afirmou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do quartel-general Khatam al Anbiya, órgão central na cadeia de comando das Forças Armadas do Irã. A informação foi publicada pela agência Mehr, nesta quinta-feira (2).
"Esta guerra continuará até a humilhação, o arrependimento permanente, derrota certa e a rendição deles", afirmou.
O porta-voz alertou que as informações de que dispõem os EUA e Israel sobre as capacidades militares do Irã, seu poderio e seu equipamento, são incompletas. Além disso, "eles não sabem nada" sobre as amplas e estratégicas capacidades iranianas, complementou. Ele também ressaltou que a produção atual ocorre em "locais desconhecidos pelo inimigo, aos quais este nunca terá acesso".
"Não tentem contar nossos mísseis, drones e equipamentos estratégicos, porque sem dúvida se enganarão e não chegarão a nenhuma conclusão", enfatizou.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.