Em um discurso na quarta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, debochou do presidente francês, Emmanuel Macron, e de sua esposa, ao criticar a postura da França na guerra contra o Irã.
"Aí eu ligo para a França, para o Macron, cuja esposa o trata muito mal e que ainda está se recuperando de um golpe no queixo", ironizou o presidente, referindo-se ao vídeo que viralizou nas redes sociais em maio de 2025, mostrando o presidente francês levando um tapa no rosto de sua esposa, Brigitte Macron.
Trump continuou zombando de seu colega francês, lembrando a recusa da França de se juntar ao ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
"Eu disse: 'Emmanuel, adoraríamos ter ajuda no Golfo [Pérsico]. Mesmo estando batendo recordes, eliminando bandidos e derrubando mísseis balísticos, adoraríamos ter ajuda, se pudesse. Poderia enviar navios imediatamente?'", relatou Trump imitando o conteudo da conversa com Macron.
O presidente americano afirmou que a resposta de Macron foi: "Não, não, não. Não posso fazer isso, Donald. Podemos fazer isso depois que a guerra for vencida".
Decepção de Trump com aliados
Na quinta-feira passada (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar "decepcionado" com a OTAN por seus membros, incluindo a França, não terem feito "absolutamente nada" em relação ao bloqueio do estreito de Ormuz.
As declarações ocorrem após vários países da OTAN se recusarem a prestar apoio na ação militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Após uma cúpula da União Europeia em Bruxelas, em meados de março, Macron destacou que seu país não participará "de nenhuma abertura forçada do estreito de Ormuz".