
Irã critica Argentina por 'erro estratégico e insulto imperdoável'

Na quarta-feira (1), o governo iraniano condenou "veementemente" a decisão da Argentina de designar a Guarda Revolucionária como "organização terrorista", classificando a medida como uma imposição dos Estados Unidos e Israel.

Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores e noticiado pela Press TV, Teerã afirmou que a decisão viola princípios fundamentais do direito internacional, como o respeito à soberania dos Estados e a não interferência em assuntos internos.
O comunicado descreve a medida como um "erro estratégico" e um "insulto imperdoável" ao povo iraniano, e a associa a um alinhamento do governo de Javier Milei com a ofensiva militar de Washington e o "regime sionista".
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
