Donald Trump discursou na noite de quarta-feira (1º) para o povo americano, a partir do Salão Oval da Casa Branca. Em seu discurso, o presidente defendeu as operações contra o Irã como uma aposta de longo prazo para seu país e as descreveu como "um verdadeiro investimento no futuro de seus filhos e netos".
Trump afirmou que a nação persa "era o valentão do Oriente Médio, mas não é mais" e sustentou que “o mundo inteiro está de olho" na atuação de Washington. Segundo o líder republicano, os demais países "não conseguem acreditar no poder, na força e no brilho" que os Estados Unidos exibem no conflito.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.