
'Não sabem de nada': Irã nega alegações de Trump sobre destruição de seu potencial militar

As recentes declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a destruição do potencial militar do Irã são incompletas. Foi o que afirmou nesta quinta-feira (2) Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do quartel-general Khatam al Anbiya, a entidade central na cadeia de comando das Forças Armadas do Irã.
"Declaramos aos inimigos americanos e sionistas que suas informações sobre nosso poderio militar, nossas capacidades e nossos equipamentos são incompletas. Eles não sabem nada sobre nossas vastas capacidades estratégicas", afirmou Zolfaghari.

O alto comando garantiu que as instalações iranianas que alegam ter atacado são "insignificantes", indicando que a produção militar estratégica do país "ocorre em locais dos quais vocês desconhecem completamente e aos quais nunca poderão chegar".
"Não se iludam", afirmou Zolfaghari, referindo-se às alegações de suposta destruição de seus centros de mísseis estratégicos, drones, sistemas de defesa e outros equipamentos especializados. "Com essa ideia, vocês só vão se afundar ainda mais no atoleiro em que se meteram", advertiu.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
