Trump diz que outros países devem 'tomar a iniciativa' para reabrir Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA minimizou a importância da passagem estratégica para sua nação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, dirigiu-se, na noite desta quarta-feira (1º) ao povo americano com um anúncio sobre a agressão militar de Washington contra o Irã. Durante o discurso, ele defendeu um esforço internacional pela reabertura do Estreito de Ormuz.

"Os países de todo o mundo que recebem petróleo através do Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem. Devem valorizá-la. Devem aproveitá-la e valorizá-la", afirmou o presidente. "Eles podem fazer isso facilmente. Nós ajudaremos, mas vocês devem tomar a iniciativa para proteger o petróleo do qual são desesperadamente dependentes", acrescentou.

Nesse sentido, Trump sugeriu aos países que precisam de combustível, mas se recusam a se envolver "na decapitação do Irã", que comprem petróleo americano — recurso do qual ele garante que seu país tem o suficiente — ou que tomem coragem e vão para o estreito.

"Vão ao estreito e simplesmente tomem-no, protejam-no, usem-no para vocês. O Irã foi essencialmente dizimado. A parte difícil já está feita, então deve ser fácil", argumentou.

Para o republicano, eventualmente a rota se abrirá "de forma natural". "Ele simplesmente se abrirá naturalmente. [Os iranianos] vão querer vender petróleo, porque é tudo o que têm", acrescentou, prevendo que os preços da gasolina voltarão a cair rapidamente e os preços das ações voltarão a subir com a mesma rapidez.

Em declarações anteriores ao anúncio, Trump afirmou que não considera essencial chegar a um acordo com o Irã para retirar suas tropas do conflito no Oriente Médio, argumentando que o objetivo central é fazer com que o país persa fique sem capacidade de desenvolver armas nucleares.

Questionado na Casa Branca sobre quando terminaria o envolvimento de Washington no conflito, disse acreditar que em "duas ou três semanas" os Estados Unidos "deixariam" o Irã.

"A mudança de regime não estava entre os meus objetivos. Eu tinha uma meta: que eles não tivessem armas nucleares, e essa meta foi alcançada. Eles não terão armas nucleares", declarou ele.