O início do período de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi marcado por acompanhamento médico, visitas restritas e monitoramento eletrônico, segundo relatório encaminhado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) e reportado pelo portal Metrópoles.
O documento, enviado nesta quarta-feira (1º), reúne informações sobre a rotina do ex-mandatário entre sexta-feira (27) e terça-feira (31), período que inclui a alta hospitalar após tratamento de broncopneumonia bacteriana em Brasília.
A medida que autorizou a permanência em casa tem prazo inicial de 90 dias e foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro deixou a unidade de saúde para cumprir a decisão em sua residência, já com tornozeleira eletrônica instalada.
De acordo com o Núcleo de Custódia Policial Militar, a sequência de atividades foi concentrada em acompanhamento clínico e contatos autorizados.
Na sexta-feira (27), ocorreu a alta hospitalar e, no mesmo dia e no sábado (28), o ex-presidente passou por consultas médicas com o doutor Brasil Caiado.
No domingo (29), além de novo atendimento médico, houve a presença de um policial penal para a troca do carregador da tornozeleira eletrônica, conforme os protocolos de monitoramento.
Na segunda-feira (30), Bolsonaro recebeu visita de advogado e realizou sessão de fisioterapia. Na terça-feira (31), voltou a se consultar com o médico e teve novo encontro com a defesa.
O relatório também menciona a possibilidade de visitas familiares em datas autorizadas. Nesta quarta-feira (1º), Bolsonaro recebeu a visita de um de seus filhos, Carlos.
A previsão é de que novas visitas possam ocorrer a partir de sábado (4), de acordo com as condições estabelecidas pela decisão judicial e acompanhadas pelas autoridades responsáveis pela custódia.