Um comandante de uma unidade das Forças Armadas da Ucrânia foi acusado de vender drones de combate destinados ao Exército, informou o portal Strana na quarta-feira (1º), citando o Ministério Público do país.
Segundo os investigadores, entre novembro de 2024 e março de 2026, o militar de alta patente obteve 15,2 milhões de grivnas (mais de US$ 346 mil) com a venda de veículos aéreos não tripulados, que deveriam ser enviados ao Exército do regime de Kiev em diversas regiões.
O suspeito dava baixa de forma ilegal em estoques de drones entregues às forças ucranianas no âmbito do projeto "Exército de Drones", que eram posteriormente entregues a civis para que estes os vendessem por meio de plataformas online utilizando contas anônimas. A investigação revelou que os equipamentos foram armazenados em residências, instalações agrícolas e agências dos correios.
Corrupção endêmica
A Polícia de Kiev desvendou, em dezembro de 2025, um esquema fraudulento no qual era dado baixa de navios da Marinha ucraniana para serem vendidos como sucata a um preço reduzido. Um funcionário do Ministério da Defesa e dois da empresa estatal Ukrspetstorg foram acusados no caso.
O comunicado da polícia indicou que o principal suspeito — o chefe do departamento de descarte de bens militares do Ministério da Defesa, cuja identidade não foi revelada — usou seu cargo para violar as normas de gestão de material obsoleto. Em vez de descartá-los, os navios recebiam uma classificação que permitia vendê-los como sucata a um preço baixo.
Seis navios que foram descomissionados "devido ao seu estado técnico insatisfatório e obsoleto" foram vendidos no âmbito desse esquema fraudulento, informou a Polícia. Segundo estimativas, essas ações causaram ao Estado ucraniano prejuízos avaliados em mais de 900 mil grívnias (mais de US$ 21 mil).