Irã acusa EUA e Israel de genocídio

Declaração foi dada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã em relação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra escolas no país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, acusou em uma publicação em sua conta no X nesta quarta-feira (1º) os EUA e Israel de cometerem um genocídio contra o Irã em relação aos ataques contra escolas.

"Nos últimos 33 dias, os agressores atacaram deliberadamente mais de 600 escolas e centros educacionais, incluindo a Escola Shajareh Tayyebeh em Minab e o Centro Esportivo Lamerd", afirmou Baghaei, indicando que esses ataques representam "não um ato isolado de crueldade, mas parte de um padrão sistemático e brutal de guerra ilegal contra o Irã".

Baghaei destacou também que "o termo 'crime de guerra' é insuficiente para descrever adequadamente essas atrocidades". "Dada a retórica explícita de hostilidade contra os iranianos (como nação), expressada por autoridades americanas e israelenses, esses crimes constituem um genocídio", afirmou.

Ataque norte-americano contra a escola em Minab

Em 28 de fevereiro, primeiro dia da agressão militar dos EUA e Israel contra o Irã, os EUA atacaram uma escola primária para meninas na cidade de Minab, na província de Hormozgan.

Uma reportagem do The New York Times afirma que o míssil que atingiu o estabelecimento de ensino era um Tomahawk norte-americano. Os autores da reportagem basearam-se em imagens de fragmentos do projétil divulgadas pela rede estatal iraniana IRIB.

Guerra no Oriente Médio