Mulher morre 'soterrada' por coisas acumuladas no próprio apartamento na Itália

O psicoterapeuta Giovanni Albertini explica que para acalmar uma ansiedade profunda, o indivíduo realiza atos irresistíveis, como a compra contínua de objetos que muitas vezes nem sequer são desembalados.

Uma mulher, de 57 anos, portadora de transtorno de acumulação compulsiva morreu soterrada sob uma pilha de pertences em seu apartamento em Verona, na Itália, onde morava sozinha, informou a imprensa na terça-feira (31). 

O desaparecimento da mulher foi relatado pelo seu companheiro em 26 de março; ele ficou preocupado com o sumiço dela que persistia há alguns dias. 

Ela ficou presa em seu próprio apartamento, que havia se transformado, com o tempo, em um depósito, com uma massa de objetos acumulados que acabou sufocando-a. 

Os serviços de emergência, com ajuda dos bombeiros, conseguiram abrir a porta do apartamento e criar um corredor através da pilha de pertences.

Segundo testemunhas, o volume de objetos acumulados era tão grande que era duvidoso que ainda fosse possível sobreviver naquele espaço.

Um mecanismo típico do transtorno obsessivo-compulsivo

Embora a causa exata da morte ainda esteja sob investigação, a principal hipótese é que a mulher tenha sido sobrecarregada pelo colapso repentino de algumas de suas próprias coisas.

"Estamos diante de um episódio de acumulação compulsiva levado ao extremo", explica Giovanni Albertini, psicólogo e psicoterapeuta.

Ele detalhou que para "acalmar" uma ansiedade profunda, o indivíduo realiza atos irresistíveis, como a compra contínua de objetos que muitas vezes nem sequer são desembalados.

"É uma forma de preencher um vazio interno, mas em casos tão graves, o transtorno acaba consumindo literalmente o espaço físico, transformando o refúgio doméstico em uma armadilha", disse o especialista.