O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou nesta quarta-feira (1º) as declarações do presidente americano, Donald Trump, de que a República Islâmica teria pedido por um cessar-fogo.
Em declarações citadas pela Press TV, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que a alegação do presidente dos EUA é "falsa e infundada", sem fornecer mais detalhes sobre o assunto.
Pouco antes, o chefe da Casa Branca escreveu nas redes sociais: "O presidente do novo regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que seus antecessores, acaba de pedir por um cessar-fogo aos Estados Unidos", sem especificar quem seria tal interlocutor.
Na terça-feira (31), o Irã já havia negado estar negociando com os EUA.
"O que está ocorrendo não são negociações, mas sim uma troca de mensagens; mensagens que são transmitidas diretamente ou através de aliados regionais", afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmando que o Irã continua recebendo mensagens do enviado americano Steve Witkoff, o que não significa que se tratem de negociações.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.