
Trump afirma que o Irã 'acabou de pedir por um cessar-fogo'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1) que as autoridades iranianas propuseram um cessar-fogo a Washington.
"O presidente do novo regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que seus antecessores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos", escreveu o presidente no Truth Social sem especificar quem seria esse interlocutor.

"Vamos considerar isso quando o estreito de Ormuz estiver aberto e livre de obstáculos. Até lá, continuaremos bombardeando o Irã até a aniquilação, ou como dizem, até [que voltem à] Idade da Pedra!", concluiu.
A condição do Irã
Na terça-feira (31) o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que seu país está disposto a cessar sua luta armada contra a agressão dos Estados Unidos e de Israel se receber garantias sólidas de que não será atacado novamente no futuro.
"Nunca buscamos a tensão nem a guerra em qualquer momento e temos a determinação necessária para pôr fim a esta guerra se as condições exigidas forem cumpridas, especialmente as garantias necessárias para impedir que a agressão se repita", afirmou.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou recentemente que Teerã não respondeu a nenhuma das 15 propostas dos EUA nem apresentou ainda suas próprias condições para encerrar o conflito.
O chefe da diplomacia iraniana destacou que "não estão havendo negociações" formais com Washington, mas apenas uma troca de mensagens por meio de aliados regionais, e ressaltou que a República Islâmica do Irã "não aceitará um cessar-fogo" e se declara preparada para "qualquer confronto terrestre".
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.

